Cidades resilientes

Cidades resilientes

A necessidade de repensar modais de atividade e gestão nos agrupamentos humanos, em busca de uma sociedade integrada e sustentável

Passado mais de dois meses do rompimento da barragem de Brumadinho, em Minas Gerais, a consternação nacional e internacional ainda é grande. Por isso, segurança, sustentabilidade e projetos de redução de riscos – sociais e ambientais – ascenderam entre os temas em discussão no Brasil, diante da mesma problemática: desenvolver cidades resilientes. Preocupações que já deveriam fazer parte do desenho urbano e das estratégias para o alcance do desenvolvimento sustentável, mas ainda lutam por espaço.

O Conselho Federal de Administração (CFA) se põe à frente nessa questão. No intuito de reunir forças e apresentar modelos sustentáveis de gestão para os municípios brasileiros, a autarquia tem abordado com frequência cases mundiais de sucesso, muito antes da tragédia em Brumadinho. No fim do ano passado, por exemplo, o francês Sébastien Maire, especialista em gestão de autoridades e responsável pelo projeto de resiliência da cidade de Paris, esteve no CFA e contou sobre a sua expertise para construir e implementar estratégias na França até 2030.

Segundo Maire, a resiliência não deve ser tratada apenas no âmbito da administração, prefeitura ou do serviço público, mas também no contexto dos territórios, habitantes e fluxos que fazem a cidade funcionar. Em outras palavras, o conceito, nesse caso, é o de capacidade de restauração e recuperação do equilíbrio. Um planejamento urbano responsável e sustentável precisa considerar a prevenção e a capacidade regenerativa das cidades, face aos riscos que poderão ocorrer e precisam ser evitados com uma gestão urbanística competente. “É preciso ter territórios adaptados e adaptáveis. Eu diria que também é preciso ter cidades colaborativas e sustentáveis, com mobilidade e planejamentos urbanos”, relatou.

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