Porto à fora

Porto à fora

O Brasil tem no Comércio Exterior um aliado contra a crise econômica e, junto a pequenos exportadores, o profissional de Administração pode potencializar essa oportunidade

 

A balança comercial brasileira em 2017 derrubou um recorde de 29 anos e fechou com superávit (exportações maiores que importações) de US$ 67 bilhões. Isto comprova a reação do mercado brasileiro após alguns anos de crise. Este momento nas exportações pode representar uma grande oportunidade que ainda vive no imaginário dos empreendedores do país: ver seus negócios conquistando o mercado global.

Mesmo como cenário positivo, a falta de qualificação ainda é um entrave entre os empresários brasileiros e o mercado externo. É exatamente neste ponto que o administrador tem papel de importância. Além de cuidar do negócio desde a concepção – elaboração de planejamento estratégico, tático, etc. –, ele está capacitado para olhar o mercado estrangeiro em busca de novas oportunidades comerciais.

Os números são grandiosos. De acordo com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), em todo o ano de 2017as exportações somaram US$ 217,74 bilhões, com média diária de US$ 874 milhões (alta de 18,5% comparada ao ano de 2016). Já as importações somaram US$ 150,74 bilhões, ou US$ 605 milhões por dia útil (aumento de 10,5% em relação ao ano de 2016).

Liderados pela soja em grãos, sete produtos do agronegócio figuraram entre os dez principais bens exportados pelo Brasil em 2017. Juntos, soja, carne de frango e bovina, açúcar em estado bruto, celulose, café e farelo de soja foram responsáveis por 26,8%, de um total de US$ 217,74 bilhões, embarcados pelo país para o exterior.

Boa parte dos produtos brasileiros exportados é utilizada como matéria-prima. São produzidos em grande escala e podem ser estocados sem prejuízo da qualidade, como petróleo, suco de laranja congelado, boi gordo, café e soja. Estes produtos são conhecidos como commodities, por conta do seu baixo valor agregado.

Mas isso não impede que as microempresas também possam ganhar o mundo com seus produtos. Pelo menos é o que defende Edmir Kuazaqui, administrador com habilitação em Comércio Exterior e vasto currículo voltado para este mercado, o que inclui doutorado em Administração e pós-graduação em Marketing. Edmir conta que hoje mais de 20 mil empresas de pequeno porte já exportam algo, mas quando olhamos a balança comercial, seus resultados ainda são muito pequenos.

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