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Administração a serviço do Brasil e do mundo

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Por Leon Santos

O mundo vive atualmente dilemas como democracia, liberdades individuais, livre iniciativa e forças externas que atrasam o progresso do Planeta. A guerra entre Ucrânia e Rússia, é um exemplo de como um acontecimento pode, a qualquer instante, desestabilizar um país inteiro.

O Brasil não vive situação de guerra física. No entanto, enfrenta décadas de problemas nas áreas de Saúde, Educação e Infraestrutura.

Ainda que totalmente destruído, um país com bases fortes na educação, tecnologia e em valores como o trabalho (honesto e criativo) e o empreendedorismo consegue se reerguer muito mais rápido. Um exemplo marcante foi o Japão, que após um Tsunami ter destruído algumas de suas cidades costeiras inteiras, em pouquíssimo tempo o país estava completamente reconstruído.

As mazelas nacionais passam pela má-administração de recursos públicos, que é alienada em prol de favores políticos que atrasam o país. Independente dos governos (federal, estadual ou municipal), de qualquer época, o caso se repete —, por isso, é preciso haver planejamento e um pacto nacional em prol dos problemas já conhecidos no Brasil e que precisam ser urgentemente resolvidos.

A Administração, pública e privada, é a solução para a maioria ou pelo menos boa parte das mazelas que afligem o Brasil. O país precisa de mais educação, qualidade técnica, experiência e coragem para empreender.

Nesta edição da RBA, fica claro a iniciativa do CFA em trazer conhecimentos e matérias que façam todos — não apenas os profissionais da administração — pensarem o que cada um quer para sua vida e para o país. Tal reflexão é importante a título de crescimento pessoal e profissional para as gerações atual e também futura.

A matéria da capa, sobre a carga tributária, evidencia o cenário em que se paga muito em termos de tributos, mas o retorno é baixo e oneroso para o cidadão comum. A reportagem faz um comparativo dos impostos entre países e traz o resultado do “Índice de Retorno de Bem-Estar à Sociedade (Irbes)”, que é interessante para saber a posição do país e por que ele está em tal lugar.

Como tendências, a modernização dos clubes de futebol brasileiros também é abordada, com enfoque em como a gestão profissional pode trazer benefícios às entidades que a ela se adequam. Movimento ainda novo no Brasil, porém antigo na Europa, a fórmula tende a dar certo: tudo vai depender de que forma seus gestores farão no Brasil.

Quanto ao mercado de trabalho, sempre alvo de reflexões e abordagem na RBA, a flexibilidade laboral mostra seus diferentes lados da moeda e aplicabilidades, a depender do perfil da empresa. Embora o trabalho híbrido seja uma realidade no exterior, o Brasil possui características fortes como a necessidade de contato entre pessoas, além do lado que denota preocupação com o excesso de isolamento durante o home office.

Novidades como o Phygital nas vendas— união entre o físico e o digital — já é uma realidade no cotidiano dos brasileiros, mas ainda pouco explorado por micro, pequenas e médias empresas. Além de mudar a lógica ou o propósito das lojas físicas, ela também é uma vitrine para experimentação, outro conceito novo nos tempos de excesso de digitalização.

Na área mercadológica, o Branding mostra que seu potencial vai muito além de apenas criar uma marca, mas sim de seu gerenciamento e consequências de reputação que podem ser geradas na era da hiper digitalização que vivemos. Assunto correlato, a Gestão de Experiência do Consumidor, conhecida pela sigla inglesa CEM, mostra que qualquer tipo de contato entre consumidor e marca deve ser observado, a fim de oferecer o que há de melhor em termos de produto, atendimento, abordagem e imagem.

No quesito produtividade, as metodologias ágeis vieram para melhorar o trabalho em grupo e o gerenciamento de projetos, assim como funções do dia a dia nos departamentos. Sem deixar de lado a segurança dos sistemas, a matéria de mesmo tema mostra o quanto as empresas podem estar vulneráveis ao não apresentarem infraestrutura adequada àqueles funcionários que estão em home office e acessam remotamente informações estratégicas das empresas.

Não menos importante as novas tendências e tecnologias, que se tornarão comuns em 2022, já batem à porta das empresas: com novidades como Metaverso e NFT. Afinal, como se comportar diante de tais realidades?

Não menos importante, a administração moderna se preocupa com o meio ambiente e com a alta demanda por energia elétrica, que tem acontecido nos últimos anos, e aumentará num futuro próximo. O mercado de energias renováveis como a eólica e solar são grandes nichos, não apenas para investimento (negócios), como também para geração de mão de obra, inclusive em gestão.

Seja nosso convidado nessa nova edição. Puxe uma cadeira ou poltrona, prepare o café e embarque conosco no mundo da Administração.

Mauro Kreuz – presidente do CFA.