Corrupção: o que fazer?

Corrupção: o que fazer?

O mal é antigo e está enraizado na cultura brasileira. Investimentos na educação e implementação de mecanismos de controle podem ser a melhor saída

 

Proveniente do latim corruptione, a palavra corrupção significa “ação ou efeito de corromper; ação ou resultado de subornar (dar dinheiro) a uma ou várias pessoas em benefício próprio ou em nome de outra pessoa” de acordo com o Dicionário Aurélio. Isso quer dizer que os atos de corrupção não estão restritos à esfera política; estão em qualquer atividade pública ou privada que fira as normas e legislações vigentes.

No entanto, a sucessão de eventos, investigações e supostos agentes públicos envolvidos em escândalos de corrupção no Brasil, desde a época da redemocratização do país, contribuem para dificultar o acompanhamento do desenrolar desses acontecimentos pela sociedade e, consequentemente, favorecem o seu esquecimento pela população.

A corrupção, entretanto, antecede a democracia. De acordo com o sociólogo e professor da Universidade Católica de Brasília, Luís Otávio Teles Assumpção, essa não é uma questão recente e vem desde a época da colonização do país, quando da distribuição das capitanias hereditárias. “Essa é uma questão histórica e cultural no Brasil. Por isso, é um problema profundamente enraizado em nossa sociedade e mais difícil de ser combatido”, destaca.

Segundo Assumpção, a corrupção – desde as menos graves, como pedir um favor a um amigo que está ocupando um cargo público – está tão entranhada na sociedade que as pessoas acabam praticando sem perceber. “Nós escutamos muito sobre ‘o jeitinho’. O jeitinho brasileiro é a expressão da corrupção. É você não estar seguindo uma norma formal”, pontua.

O professor defende, ainda, que essas ações ilícitas são favorecidas pela herança rural, escravocrata e paternalista, muito forte no país. “Quem dominou a sociedade brasileira por mais de quatro séculos foi a figura do coronel. Se observarmos o século XX, pode-se ver o quanto a República incorporou essas tradições paternalistas”, pondera.

 

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