O superadministrador

O superadministrador

O mercado de trabalho está mudando e exige que os profissionais se adaptem aos novos tempos.

A administradora Mauriceia Guzzo, representante Institucional do Conselho Regional de Administração do Espírito Santo (CRA-ES), se formou em Administração em 1986. Seu trabalho de conclusão de curso foi entregue datilografado, sem pesquisa prévia. “Ele foi desenvolvido à margem das necessidades do mercado”, conta.

Com mais de três décadas de experiência no mercado e atuando como professora do curso de Administração do Instituto Federal do Espírito Santo, Mauriceia é testemunha das mudanças dos cursos no Brasil. “As universidades estão fazendo seu papel de adaptar os currículos para conseguir formar profissionais mais adequados às exigências do mercado”, afirma.

Para ela, a Indústria 4.0 deu início às transformações sistemáticas do mercado. “Por isso, as mudanças não podem ser só imputadas à Academia. É preciso que o profissional de Administração busque atualização permanente, amplie e fortaleça seu networking, saiba gerir a inovação, utilizar as novas tecnologias e compreender que é imprescindível estar sempre à frente de seu tempo”, afirma.

A professora Carla Soares, coordenadora da graduação da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas da Fundação Getulio Vargas (FGV/EBAPE), segue a mesma linha de raciocínio de Mauriceia. Para ela, o profissional que deseja ter sucesso neste mercado em ebulição precisa mergulhar no mundo da tecnologia: Internet das Coisas (do inglês Internet of Things, IoT), Big Data, Machine Learning. “O profissional de Administração precisa conhecer a dinâmica do mundo tecnológico e ter conhecimento sobre programação, para poder interagir com profissionais dessas áreas e analisar dados relevantes para suas tomadas de decisões estratégicas”, explica.

Anaor Donizetti Carneiro da Silva, coordenador do curso de Administração da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Campus Alphaville, afirma que há um esforço contínuo das instituições de ensino para promover a atualização dos currículos, a fim de preparar os profissionais para o mercado de trabalho no seu formato atual. “Também temos a preocupação de acompanhar os cenários, com o intuito de prever as demandas futuras”, reforça.

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